O algodão, é considerado a mais importante das fibras têxteis, naturais ou artificiais. Além da fibra,produz diversos sub-produtos que apresentam também grande importância econômica, destacando-se o línter, que corresponde a cerca de 10% da semente do algodão, o óleo bruto, média de 15,5% da semente, a torta, que é quase a metade da semente, além da casca e do resíduo (4,9% do total). Como cultura industrial, o algodão tem, na sua cadeia produtiva, diversos setores que empregam e/ou fornecem ocupação, desde o campo até a indústria de confecção e, em nível de produção primária, cerca de 70% do custo de produção total da cultura desta malvácea, representa mão-de-obra.
Após a remoção da pluma, o caroço do algodão é aberto, liberando o grão, que é esmagado para a extração do óleo, processo feito por prensagem hidráulica ou usando extratores químicos. O óleo obtido das sementes de algodão é de coloração escura, provocada por pigmentos que acompanham o gossipol no interior das glândulas distribuídas nos cotilédones e hipocótilo. A presença desses compostos leva à necessidade de se proceder o refinamento do óleo para eliminação através do calor, uma vez que os mesmos são termolábeis e durante o refino são destruídos.
Trata-se do óleo vegetal mais antigo produzido industrialmente, tendo sido consumido em larga escala no Brasil, e reduzido com o aumento da produção de soja. Em função de sua composição, destaca-se na produção de gorduras compostas. Os principais ácidos graxos são o palmítico, o oléico e o linoléico.
Na região Nordeste há a predominância do cultivo desta oleaginosa por pequenos agricultores familiares, dentre os estados dessa região a Bahia vem se destacando no cenário nacional como o segundo maior produtor desta oleaginosa. Sua produção está concentrada no território Oeste Baiano.
Distribuição espacial das regiões produtoras de algodão na Bahia:
